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“O Elo perfeito entre industria e o Cliente”

Arquivo da categoria ‘Meio Ambiente’

Varejo suspende compra de carne de áreas desmatadas na Amazônia

Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de carnes de 11 frigoríficos apontados pelo MPF (Ministério Público Federal) do Pará como comercializadores de gado criado em área de devastação da Amazônia.

Segundo reportagem de Cristiane Barbieri na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), entre os suspeitos estão alguns dos maiores frigoríficos do país, como Bertin e Minerva.

Os supermercados resolveram tomar a atitude em conjunto, após a denúncia do Ministério Público Federal e da ONG Greenpeace.

Segundo as redes varejistas, a iniciativa inclui a notificação dos frigoríficos, a suspensão de compras das fazendas denunciadas e exigências de guias de trânsito animal anexadas às notas fiscais dos frigoríficos.

Estão ainda na lista das notificações do MPF processadores de alimentos, como Sadia e Perdigão, e fabricantes de calçados, como a Vulcabras.

No início do mês, a Promotoria ajuizou 21 ações civis públicas pedindo indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente. Após isso, foram enviadas notificações a 69 empresas que compram insumos dessas áreas da região amazônica.

Fonte: PUBLICIDADE da Folha Online

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Colaboradores realizam passeio de Scuna

Ilha de Anhatomirim - Ilha de Anhatomirim

Neste fim de semana os colaboradores e acompanhantes realizaram um passeio de Scuna.

O percurso foi: Florianópolis / Baia dos Golfinhos / Ilha de Anhatomirim / Ilha de Ratones / Florianópolis.

Veja a galeria completa aqui.

Mais detalhes sobre este passeio podem ser obtidos aqui.

Mais detalhes sobre o projeto fortalezas podem ser obtidos aqui.

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Sustentabilidade

sustentabilidade - sustentabilidade

Veja artigo completo clicando na figura acima.

Fonte: ABRAS

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Wal-Mart inaugura loja “verde”

Nova unidade faz sucesso ao investir em um jeito inovador de fazer negócios

Inaugurada dia 22 de novembro, no bairro da Granja Viana, em Cotia, Região Metropolitana de São Paulo, a loja de número 3.000 da Rede Internacional Wal-Mart, Parceiro Estratégico do Akatu, movimentou a região, recebendo mais de 15 mil pessoas no seu primeiro dia de funcionamento.

A loja fica a cerca de 20 km do centro de São Paulo e promete inovar nos quesitos de sustentabilidade e responsabilidade sócio-empresarial .

Na unidade, explica a assessoria da Rede Wal-Mart, tudo é pensado para garantir o respeito às pessoas e ao meio ambiente. “O conceito de desenvolvimento sustentável está incorporado na forma de atuar da empresa, desde o projeto da loja até a oferta de produtos mais saudáveis nas gôndolas”, explica a assessora de imprensa do Wal-Mart em São Paulo, Wilma Loures.

Em meio ambiente, as inovações ficam por conta da construção de um sistema de captação de água da chuva e de duas estações próprias de tratamento de esgoto. As estações e o sistema de captação permitem que a água tratada seja reutilizada nos vasos sanitários da loja, na irrigação do jardim e ainda volte para o solo, sem risco de contaminação.

O Wal-Mart também manteve uma área de preservação ambiental permanente, onde foram plantadas mais de 170 mudas de espécies da Mata Atlântica e transplantados dois Jerivás, espécie nativa da região, e um abacateiro.

Na fachada da loja, uma “parede verde”, coberta por plantas trepadeiras, contribui para a maior integração da edificação com o ambiente e o piso dos estacionamentos mescla concreto e grama, para permitir uma maior absorção da água das chuvas pelo terreno.

Já na área interna, o salão de vendas de 6 mil metros quadrados foi projetado para otimizar o uso da iluminação natural e possui um sistema com lâmpadas especiais para economizar energia elétrica.

No campo social, o investimento ficou a cargo da reforma do Posto de Saúde do bairro do Atalaia, em Cotia, onde foram realizadas a reforma da farmácia, da sala do médico, da cozinha, construção da central de esterilização, reforma e ampliação da enfermaria, e melhorias na parte externa do postinho. O Wal-Mart fez ainda uma doação de R$ 10 mil à CEPAE (Centro de Profissionalização e de Apoio ao Emprego) que atende crianças, jovens e adultos de baixa renda, e oferece cursos profissionalizantes na região próxima à nova loja. O objetivo é melhorar a qualidade de vida das comunidades de entorno do empreendimento, na região.

No cotidiano da loja, a sustentabilidade está representada ainda pela parceria com cooperativas para o recolhimento de lixo reciclável, e pelo aumento na oferta de produtos orgânicos e sustentáveis no supermercado.

Outro ponto positivo do projeto foi estabelecer um canal de relacionamento com os moradores da região já durante o período da construção da loja, por meio do qual os moradores recebiam informações sobre as ações de sustentabilidade enquanto essas eram implementadas. “A comunidade de Granja Viana é bastante preocupada com a qualidade de vida e harmonia com o meio ambiente e as iniciativas do Wal-Mart foram bem recebidas” explica Wilma, destacando a importância da ação.

O novo empreendimento exigiu um investimento de R$ 45 milhões para a construção de uma área total de 24 mil m2, sendo 6 mil m2 somente para área de vendas. A loja gerou 300 empregos e, segundo a assessoria do Wal-Mart, procurou dar oportunidade a pessoas sem experiência profissional.

O Wal-Mart tem hoje no Brasil 319 lojas e está presente em 15 países. Todas as suas lojas estão focadas no bem-estar das gerações futuras, garante a assessoria. “A sustentabilidade compreende uma forma de fazer negócio considerando o desenvolvimento em três dimensões: econômica, social e ambiental. Este é o modelo de negócios conhecido como tripple-bottom-line“, define Wilma.

Fonte: Site Akatu

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Relatório da ONU reforça urgência na busca pela sustentabilidade

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The fourth Global Environment Outlook

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Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

Conclusões sobre o nosso futuro

O Relatório GEO-4 reconhece que a tecnologia poderá contribuir para reduzir os impactos ambientais, mas segundo a visão dos especialistas, não terá a capacidade de solucionar os grandes e graves problemas ambientais do planeta.

Será por meio de ações efetivas que o futuro poderá ser construído. Ações de combate à emissão de gases do efeito estufa; a redução nos índices de desmatamento; a proteção das espécies e biomas ameaçados, além do incentivo a campanhas e projetos que contribuam para a mudança dos hábitos de consumo, são algumas das medidas que devem ser adotadas pelos governos e pela sociedade. E, claro, a contribuição de cada cidadão que com suas escolhas de consumo podem dar uma resposta positiva na busca da sustentabilidade. Mudar hábitos, reduzir desperdício, optar por materiais reutilizáveis e reciclar sempre que possível, entre outras, são atitudes que estão “à mão” do consumidor para fazer a diferença.

”Nosso futuro comum depende de nossas ações hoje, e não amanhã ou em algum momento no futuro”, afirma o documento das Nações Unidas, enquanto alerta que “as necessidades não poderiam ser mais urgentes e a hora não poderia ser mais oportuna – a partir de nosso entendimento mais aprimorado sobre os desafios que temos à frente – para agir agora e salvaguardar nossa própria sobrevivência e a de gerações futuras”.

Fonte: Site Akatu

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Consumo com Consciência…

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O que é…

A humanidade já consome 25% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades de água, energia e alimentos. Esta situação já é refletida, por exemplo, no acesso irregular à água de boa qualidade em várias partes do mundo, na poluição dos grandes centros urbanos e no aquecimento global.

Não é preciso dizer que esta situação pode dificultar a vida no planeta, inclusive da própria humanidade. A melhor maneira de mudar isso é a partir das escolhas de consumo. Todo consumo causa impacto (positivo ou negativo) na economia, nas relações sociais, na natureza e em você mesmo. Ao ter consciência desses impactos na hora de escolher o que comprar, de quem comprar e definir a maneira de usar e como descartar o que não serve mais, o consumidor pode buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos, desta forma contribuindo com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.

O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade, maximizando as conseqüências positivas deste ato não só para si mesmo, mas também para as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.

O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços, ou pela escolha das empresas da qual comprar, em função de seu compromisso com o desenvolvimento sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Pratique o consumo consciente e estimule sua família e amigos a fazer o mesmo.

Fonte: Site akatu

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Brasil é 5º país que mais reduziu CFCs, diz ONU

País reduziu em quase 10 mil toneladas o uso de gases que destroem a camada de ozônio

BBC Brasil - BBC

LONDRES - O Brasil é o quinto país que mais reduziu o consumo de CFCs (clorofluorcarbonos), substâncias que destroem a camada de ozônio, segundo um ranking compilado pela Divisão de Estatísticas das Nações Unidas.

Entre 1995 e 2005, o país cortou o uso dos CFCs, gases também conhecidos como freon, em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio, unidade usada para medir os possíveis danos causados à camada que age como um escudo que protege o planeta contra as radiações solares.

O Brasil ficou atrás da China, que cortou 62.167 toneladas, dos Estados Unidos (34.033), do Japão (23.063) e da Rússia (20.641), numa lista de 172 países compilada pela ONU.

Os números mostram os progressos alcançados pelo Protocolo de Montreal, que comemorou 20 anos no último domingo.

O acordo foi assinado em 1987 por 191 países, entre eles o Brasil, que se comprometeram em reduzir o uso de CFC em extintores de incêndios, sprays e aerossóis, refrigeradores de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.

Segundo as estatísticas da ONU, em 1995, o Brasil era o quinto país que mais usava esse tipo de gás (10.895 toneladas). Em 2005, era o 12º, com 967 toneladas, uma queda expressiva de 91,1%.

Os resultados, no entanto, foram maiores em outros países: 35 conseguiram zerar o uso dos CFCs, como o Japão, e 14 reduziram em mais de 92% (incluindo os Estados Unidos e a Rússia).

De acordo com números divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, a tendência de queda se manteve no Brasil desde 2005: no ano passado, o país usou 479 toneladas de gases destruidores da camada de ozônio. E desde o início de 2007, o país não importa nem produz mais CFCs.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é uma das quatro agências implementadoras de um fundo multilateral que administra um programa de cerca de US$ 500 milhões em mais de 100 países para reduzir a emissão de gases nocivos à camada de ozônio.

No Brasil, o PNUD já implantou, desde 1991, 157 projetos para auxiliar o governo brasileiro a cumprir as metas do Protocolo de Montreal.

“Entre eles, estão a eliminação de CFCs na produção de espumas e nos solventes industriais, além da doação de 350 máquinas que reciclam o gás em centrais instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro, evitando que seja lançado na atmosfera”, afirmou Carlos Castro, Coordenador da Unidade de Meio-Ambiente e Desenvolvimento do PNUD.

Ainda de acordo com o PNUD, os 191 países signatários do Protocolo de Montreal eliminaram, conjuntamente, mais de 95% das substâncias que destroem a camada de ozônio e a expectativa é que, até 2075, ela retome seus níveis anteriores à década de 80.

Fonte: estadao.com.br

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II Seminário de Controle da Poluição Sonora de Florianópolis

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Prefeitura realiza jornada “Um Dia sem meu Carro” e lança selo educativo

Florianópolis participa de uma campanha internacional em favor de novas alternativas para a mobilidade sustentável, visando à redução gradativa do uso de automóveis na cidade. A VII Jornada “Na cidade sem meu carro” marca as comemorações do Dia Mundial do Pedestre, que é realizado em 160 cidades do mundo, no dia 22 de setembro.

Nesta data, a capital catarinense vai ficar parcialmente interditada ao trânsito, dando prioridade aos pedestres e às bicicletas. A adesão ao projeto foi assinada hoje (29/08) pelo presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Ildo Rosa.

Na oportunidade foi lançado também o selo “Não Buzine. Pedale”, que será distribuído em vários pontos da cidade. Para conscientizar e sensibilizar as pessoas sobre a importância da adoção de alternativas de mobilidade urbana sustentáveis serão realizadas na área central várias atividades esportivas, culturais e de lazer. Em diversos pontos da Ilha haverá também caminhadas e “bicicletadas” de conscientização sobre a legislação do trânsito, utilização responsável do carro e ações de prevenção à saúde.

“Estamos entrando num movimento que depende de mudança de cultura. Precisamos enfrentar juntos essa predominância do transporte individual, senão no futuro viveremos o caos” disse o presidente do Ipuf.

O projeto “Na Cidade sem meu Carro” propõe um dia de fechamento do centro histórico para veículos motorizados, exceto transporte coletivo, táxis e emergências. A idéia é que neste dia haja aumento da frota de ônibus para estimular as pessoas a se deslocarem por esse meio de transporte até o centro, onde haverá um passeio ciclístico dentro do projeto “Rode Verde”, valorizando os pontos históricos e as paisagens locais. Haverá também um circuito cultural com uma variada programação.

Com o fechamento parcial do trânsito a veículos, a população vai ter oportunidade de descobrir outras formas de transporte e de viver um dia sem restrições à mobilidade segura. A iniciativa tem como objetivo provocar uma reflexão sobre a forte presença dos automóveis nas cidades, o que acarreta mais acidentes de trânsito, aumento da poluição atmosférica e valorização de uma cultura individualista, em detrimento da coletividade.

De acordo com o presidente do Ipuf, Ildo Rosa, a idéia é que as pessoas sejam sensibilizadas a ir aos poucos mudando de um tipo de transporte para outro, ou que comecem a fazer o uso compartilhado de dois meios de transporte, como por exemplo bicicleta e ônibus. “Nossos terminais urbanos podem ser melhor aproveitados para a passagem de um modal para outro. Isso já reduziria bastante o movimento de veículos na área central, permitindo que os espaços sejam humanizados para priorizar as pessoas”, explicou Ildo Rosa.

SEM CARRO

A primeira campanha “Um Dia Sem Meu Carro” aconteceu em 22 de setembro de 1998, com a adesão de 35 cidades francesas. No ano seguinte, a campanha atraiu a participação de 66 municípios da França, 92 da Itália e toda a região de Genebra, na Suíça e vem ampliando adesões no mundo inteiro. Essa é a terceira vez que Florianópolis participa oficialmente do evento. No ano passado 51 cidades do Brasil aderiram à campanha.

O objetivo da jornada é contribuir para a redução da poluição ambiental e sonora em Florianópolis, incentivando a que as pessoas reduzam o uso do carro, optando por formas mais ecológicas de deslocamento para o trabalho, compras ou lazer. As opções alternativas podem ser o transporte coletivo, bicicletas, ou a caminhada.

Fonte: Site Prefeitura de Florianópolis

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Cientistas comparam efeito estufa à ameaça da Guerra Fria…

Fenômeno deveria ser visto como questão de segurança, tais como uma guerra ou o terrorismo, diz especialista

ALISTER DOYLE - REUTERS

NY ALESUND, NORUEGA - As mudanças climáticas representam o maior problema de segurança enfrentado pelo mundo desde a Guerra Fria, mas as pessoas não perceberam ainda os riscos envolvidos no fenômeno e nem parecem dispostas a adotar soluções fáceis como economizar energia dentro de casa, afirmaram especialistas na terça-feira.

“Ainda não nos demos conta da escala do que precisamos fazer”, afirmou o embaixador britânico para a área de mudanças climáticas, John Ashton, em um seminário do qual participaram 40 cientistas e autoridades de 13 países. O encontro aconteceu em Ny Alesund, Noruega, a cerca de 1.200 quilômetros do Pólo Norte.

Segundo Ashton, o aquecimento global deveria ser reavaliado como um problema de segurança, tais como uma guerra ou o terrorismo, a fim de ajudar a mobilizar apoio para uma ação mundial mais eficiente capaz de diminuir as emissões de gases do efeito estufa liberados na queima de combustíveis fósseis.

“A Guerra Fria apresentou o último grande problema enfrentado pelo mundo em tantas frentes simultâneas - econômica, política, industrial”, afirmou.

Outros especialistas presentes no encontro, realizado em uma base de pesquisa do Ártico, também disseram haver uma preocupação excessiva com os custos envolvidos no corte dos gases do efeito estufa, e nem tanto com a elevação do nível dos mares ou com o agravamento das secas e das enchentes, segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU).

O aquecimento global “deveria ser encarado como um tipo totalmente diferente de desafio em vez de ficarmos apenas nos perguntando quanto custa isso ou aquilo”, afirmou Joergen Randers, um importante economista da Noruega. Apresentar o aquecimento global como um problema de segurança mundial poderia facilitar a adoção de medidas contra ele.

A maior parte dos presentes disse que os custos envolvidos no enfrentamento do fenômeno seriam provavelmente administráveis. Um relatório do painel da ONU sobre o clima divulgado neste ano afirmou que mesmo as medidas mais drásticas significariam um prejuízo, até 2030, de apenas 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Mas, segundo os especialistas, seria difícil convencer milhões de indivíduos a poupar no uso de energia ou convencer as empresas a investir em novas tecnologias a fim de que se evite os danos de longo prazo provocados pelo aquecimento.

REDUZIR EMISSÕES

Para Randers, a forma mais barata de diminuir as emissões de gases do efeito estufa nas regiões de clima mais frio seria fazer com que todos diminuíssem a temperatura dentro das suas casas em 1 grau Celsius e com que usassem blusas de manga comprida caso precisassem esquentar-se.

“Pode-se fazer isso sem que haja diminuição no nível de conforto”, disse, acrescentando que a medida poderia ser imposta por uma “polícia do suéter”. Outra solução seria cobrar preços para altos dos que desejem aquecer suas casas para além de, por exemplo, 18 graus Celsius.

Os pesquisadores observaram que as pessoas costumam agir sem considerar as consequências de longo prazo de seus atos — muitos fumam cigarro ou comem excessivamente sem considerar o perigo de contraírem um câncer de pulmão ou de ficarem obesas.

De forma semelhante, a “maior parte das pessoas não considera vantajoso comprar uma lâmpada mais cara e de maior duração”, afirmou Nebojsa Nakicenovic, da Universidade de Tecnologia de Viena.

Ainda assim, em algumas áreas, o comportamento das pessoas está mudando.

Fonte: Site Estadao.com.br

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Greenpeace reconstrói Arca de Noé para chamar atenção para o clima

Estrutura será erguida no Monte Ararat, onde teria ficado a embarcação do relato bíblico

Diz o relato bíblico que a Arca de Noé baixou sobre uma alta montanha quando as águas do dilúvio baixaram. Para muitos, a elevação seria o Monte Ararat, na Turquia. Pois um ponto a 2,5 mil metros desta mesma elevação foi escolhido pelo Greenpeace como cenário de seu novo protesto: uma réplica da Arca de Noé.

– Estamos à beira de um segundo dilúvio universal. Mas ainda não é tarde demais. Se todas os países da Terra, com os países industrializados à frente, iniciarem uma mudança em favor do meio ambiente, poderemos evitar a catástrofe – afirmou Andree Böhling, especialista em energia do Greenpeace.

A idéia do grupo é erguer um símbolo de esperança e de apelo aos líderes mundiais por medidas urgentes que evitem um cataclisma global em função das mudanças climáticas. A “mensagem” terá 10 metros de comprimento, quatro de largura e quatro de altura – na Bíblia, as dimensões foram dadas em côvados (medida da antigüidade cuja equivalência não foi definida exatamente, mas fica entre 56 cm e 61cm). Uma réplica fiel teria aproximadamente 133,5 metros de comprimento, 22,3 metros de largura e 13,4 de altura, com 40 mil metros cúbicos de volume.

Após mencionar o recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sobre os graves riscos contidos na mudança climática, o porta-voz do Greenpeace disse que as nações mais industrializadas devem comprometer-se a reduzir suas emissões poluentes e aprovar um protocolo mais amplo que o de Kyoto.

– Após muitas promessas não cumpridas, na cúpula do G8 em Heiligendamm devem ser produzidos, de uma vez por todas, fatos – disse Böhling. Ele exige que os países industrializados reduzam em 30% suas emissões até 2030 e em 80% em 2050, frente a 1990.

Uma caravana com 40 cavalos foi utilizada para carregar as seções pré-fabricadas da Arca até o topo do Ararat, totalizando 12 metros cúbicos de madeira.

Nas próximas duas semanas, um time com 20 carpinteiros completará a construção, que será apresentada ao público oficialmente numa cerimônia oficial no dia 31 de maio.

Em 30 de maio, ativistas escalarão até o topo do Ararat, a 5.137 metros acima do nível do mar, em mais uma manifestação para chamar a atenção de lideranças internacionais para as mudanças climáticas. Tudo num esforço para motivar à ação.

– Na iminência da reunião do G8, muitos anúncios serão feitos em prol do clima. Mas eles precisam ser seguidos de ações, do contrário, o encontro será superficial e uma grande oportunidade se perderá – disse Andree Böhling.

Conforme o grupo, os dados do último relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU, a ação do homem tem influenciado o ambiente e o clima de forma potencialmente catastrófica.

As mudanças climáticas poderiam representar um futuro com enchentes nas costas marítimas, eventos meteorológicos devastadores e milhões de migrantes das áreas atingidas.

COM INFORMAÇÕES DO GREENPEACE E AGÊNCIA EFE

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