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Arquivo de Setembro de 2008

Sustentabilidade

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Fonte: ABRAS

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Atacado Distribuidor registra alta no primeiro semestre

Inflação dos alimentos influenciou no resultado do período, mas não impediu o crescimento do setor.

A ABAD apresentou em coletiva à imprensa o desempenho do setor no primeiro semestre deste ano, na abertura dos trabalhos da 28ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor e Sweet Brazil International, que acontece de 11 a 14 de agosto, no Expotrade Convention Center, em Curitiba.

O Atacado Distribuidor sofreu forte impacto da inflação dos alimentos e apresentou crescimento real de 3,48% no período, na comparação com o mesmo período de 2007. Em maio, o acumulado do índice de desempenho do atacado distribuidor era de 5,20%. O desempenho negativo de 5,06% do mês de junho, em relação ao mês de maio deste ano, contribuiu para a desaceleração. Na comparação com junho do ano passado, a variação foi negativa em 4,76%.

De acordo com Geraldo Eduardo da Silva Caixeta, presidente da ABAD, a alta generalizada no preço dos alimentos e demais itens da cesta básica, foi a grande responsável pelo resultado alcançado pelo setor atacadista distribuidor no primeiro semestre do ano. “A inflação foi significativa e atinge, principalmente, as classes de renda mais baixa, - onde se concentra a maioria dos clientes do pequeno e médio varejo. Essa parte da população deixou de comprar uma variedade de outros itens considerados supérfluos, direcionando seus gastos no suprimento de suas necessidades mais próximas” comenta.

Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a inflação acumulada do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor - de 3,64% no primeiro semestre foi a maior dos últimos cinco anos. “No entanto, os produtos considerados da cesta básica tiveram alta de preços em média superiores a 50% nos últimos doze meses em todo o Brasil. Essa disparada dos preços dos alimentos causou impacto bem superior no conjunto de itens de consumo, principalmente nas camadas situadas nas classes B, C, D e E”, explica o presidente.

O resultado registrado no primeiro semestre do ano fez com que a ABAD revisasse para baixo as projeções de crescimento real para o ano de 2008. O consumo deve melhorar com a estabilização do preço dos alimentos como o feijão, arroz, soja e derivados do trigo e impactará positivamente no crescimento anual do setor, mas ainda abaixo dos 8% inicialmente projetados

“Devemos registrar um incremento de até 6%, pois os preços ainda continuarão mais altos do que no ano passado, mas haverá uma acomodação em um patamar aceitável e com a melhora da renda a tendência é que o consumo aumente”, acredita Caixeta.

Em 2007, o setor atacadista distribuidor atingiu um faturamento de R$ 105,8 bilhões, com crescimento real de 6,5% e nominal de 10,3%, na comparação com o ano de 2006. O montante significa 53,3% do mercado de consumo do varejo alimentar, que somou R$ 198,5 bilhões em 2007, contra uma participação de 53,1% em 2006, em um mercado de R$ 180,5 bilhões, de acordo com levantamento da Nielsen. Isso significa que, de cada R$ 100 reais comercializados pelo varejo mercearil, o atacado foi responsável pela venda de R$ 53,3. Atualmente mais de 970 mil pontos de venda são atendidos pelos atacadistas distribuidores no País.

No mesmo ano, em distribuição e entrega, o Martins (MG) foi o líder com R$ 3,37 bilhões de faturamento em 2007, seguido pela Profarma (RJ) com R$ 2,6 bilhões e pela Tambasa (MG), com R$ 800 milhões.

No auto-serviço, o Makro (SP) é a maior empresa do País, com uma receita bruta de R$ 4,5 bilhões. No segundo lugar aparece o Assai (SP), novidade no Ranking desse ano e que somente nessa modalidade teve um faturamento de R$ 1,184 bilhão em 2007. Na terceira posição figura o Villefort (MG), com R$ 281 milhões.

O Carvalho Atacado (PI) é o líder na modalidade balcão, com um faturamento de R$ 157 milhões em 2007. O Rio Vermelho (GO) aparece na seqüência, com R$ 76 milhões em vendas. Logo depois em terceiro está o Zenilda Rebouças (BA), com R$ 74 milhões.

O Martins aparece mais uma vez como o líder, agora, na modalidade operação logística, com R$ 34 milhões faturados, seguida pela Distribuidora Muller (SC), com R$ 12,8 milhões e pela WDA Distribuidora (SP), com R$ 5,5 milhões.

Na operação de vendas, a Johncenter (RJ) teve uma receita de R$ 28,9 milhões e foi a primeira, seguida pela B&A (PB), com R$ 26,8 milhões. O Tozzo e Cia (SC), com R$ 20,7 milhões, foi o terceiro.

Modalidades:

• O distribuidor compra e vende produtos da indústria com as quais possuí vínculo de exclusividade de produtos ou de território.
• O atacado de entrega, auto-serviço ou balcão, compra e vende produtos da indústria sem vínculos de exclusividade ou de território.
• O operador de vendas, com nota fiscal da indústria, trabalha no ponto de venda, cobrança e pós-venda, tarefas pelas quais recebe a sua remuneração.
• O operador logístico faz as funções de movimentação, armazenagem e distribuição física, pelas quais recebe a sua remuneração.

Fonte: ABAD

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